COMO SE ENSINA O PRAZER DA LEITURA
Não é preciso muito, nem alguma técnica especial: basta despender alguns minutos e ler em voz alta para os filhos. De preferên-cia, os velhos contos de fada. E aproveite pa-ra ter o mesmo prazer
Livrinhos coloridos e dúzias de CD-Roms educativos não fazem a criançada gostar de ler. Quase sempre é por aí que vão os pais quando percebem o baixo rendimento dos fi-lhos nas aulas de Português, sua dificuldade de compreender um texto, a inapetência para as letras e, portanto, a pobreza na comunica-ção com o mundo. Mas chapá-los ou diverti-los com sopinhas alfabéticas não resolve a parada.
Ter prazer na leitura é que funciona como vitamina, e o segredo para aplicá-la é: esco-lher um bom conto de fadas, empostar a voz e ler para eles. Parece pouco, mas é um acon-tecimento grandioso. Ouvir uma história con-tada ao vivo, pelos pais ou por alguém co-nhecido, é uma experiência que marca para sempre. Aí juntam-se elementos fundamen-tais no desenvolvimento. A presença e a de-dicação do adulto naquele instante, sua ento-nação e semblante, seu estado de espírito e o conteúdo da narrativa, tudo isso se junta e se mistura aos sentimentos e à imaginação das crianças. É um raro momento de integração profunda, que gera energia de crescimento. E o prazer desta hora se liga ao texto.
Assim se inscreve a leitura na memória das coisas boas, e assim se abrem as portas para uma criativa busca do conhecimento. Bastam dez minutos por dia, ou a cada dois dias, três ou só no fim de semana... Apenas um mo-mento reservado regularmente para um adul-to afetivo se sentar, abrir um bom livro e ler em voz alta. Para os pequenos, é um momen-to para ouvir, sentir e fantasiar, como quise-rem e puderem.
Por isso, não vale cobrar nada deles. Sem essa de “vamos ler, agora fique quietinho”. Crianças ouvem histórias cantarolando, an-dando, falando, mexendo e se mexendo, às vezes até vão para outros cômodos da casa sem pedir pausa na leitura. O que importa é a voz que conta o conto, que repete infinitas vezes um trecho a pedido do ouvinte, que responde às perguntas sem reclamar da “in-terrupção”.
Quando “atrapalham” a leitura dos grandes, os pequenos estão apenas se aproximando do texto. Não é este o objetivo? Então é indis-pensável deixar que toquem o livro, virem a página para ver a ilustração seguinte, sintam a textura do papel e a harmonia das letras... Esta é uma experiência que os adultos ofere-cem às crianças, de graça, sem exigir nada em troca, sem policiar nem chatear. Quem não tem disposição e paciência para isso, me-lhor fazer só cinco minutos, ou dois, para que não se torne uma experiência desagradável – e acabe produzindo o efeito contrário.
É necessário, aliás, que estes momentos não estorvem a rotina. A leitura não pode ocupar o tempo de brincar, da lição ou de comer. Já o tempo da TV e do videogame... Desligar tudo para contar histórias seria um grande presente. Trocar o estímulo unidirecional, com imagens chocantes que cavam espaços estáticos na memória, pela integração afetiva, que fortalece e desenvolve, é um negócio ir-recusável.
O conteúdo do texto é fundamental. O que potencializa esta grande usina criativa são narrativas com situações do imaginário da criança, cheio de antíteses: bom-mau, bem-mal, certo-errado, bonito-feio, grande-pequeno, alegre-triste... Ou seja, são os con-tos de fadas antigos, com personagens maus e cruéis, que valem como combustível na ebu-lição dos sentimentos. Não servem as versões moderninhas, açucaradas e politicamente cor-retas. Sentindo que a leitura alimenta e forti-fica o coração, a molecada pode então gostar dela.
Ensinar o prazer da leitura é também se a-presentar às crianças como alguém que gosta de ler, e que ganha com isso. Quem se sente bem com um livro nas mãos deve se exibir orgulhosamente aos pequenos. Aos menos habituados cabe um esforço, que não é tão grande assim. Quem não se apaixonou pela literatura na infância tem agora a chance de mergulhar na fantasia por alguns minutos, enquanto a filharada escuta, se encanta e co-meça a preparar sua própria história.
David Pontes (Jornal da Tarde, 24.10.99)
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sábado, 14 de março de 2009
Pessoal, Segue abaixo a Carta Caitité. Ela é usada para mostrar-nos como devemos rever tudo oo que conhecemos para conhecer o novo....
Iuaip, 14 de março de 2006
Caros colegas,
Como vocês sabem, estou em Iuaip, país maravilhoso, para conhecer os avanços dos seus acadêmicos em matemática. Já participei do primeiro seminário. O nosso tema foi a descoberta de um sistema de numeração de uma comunidade chamada de Caitité. Os renomados professores Ovatsug e Oigres apresentaram as suas descobertas iniciais baseadas em escritas que parecem representar os bens de um rico senhor daquela comunidade. Os professores disseram que foi possível perceber que as quantidade de um a doze podem ser representadas da seguinte forma: <, , , <, <<, <, <, , <, , , . Descobriram também que povo caitité, embora não muito desenvolvido matematicamente, já tinha um símbolo para o zero: I
Os professores mostraram uma inscrição que apresentava a figura de um jegue seguida dos símbolos <. Supomos que quem fez esta inscrição estava querendo comunicar o valor do jegue.
No próximo seminário pretendemos descobrir a lógica do sistema de numeração dos caitités. Acreditamos que isso poderá trazer grande contribuição para entender a cultura desse povo. Estou enviando-lhes este resumo do que já presenciei porque sei o quanto vocês ficarão desafiados para encontrar uma solução geral para o problema que estamos investigando.
Peço-lhes que procurem descobrir qual o sistema de numeração dos Caitités, pois isso daria grande prestígio para a nossa academia. Se vocês conseguirem descobrir escrevam, com os nossos numerais, quanto custa o jegue e escrevam também quanto seria 23 e 203 em escrita caitité. Vocês podem mandar a resposta por e-mail.
Com esta carta, A definição de um novo conteudo esta em função da necessidade social e do desenvolvimento tecnologico que muda até a qualidade da relação entre os sujeitos envolvidos na aprendizagem. Nós, educadores, temos que construir meios de produzir e transmitir conhecimentos, interagindo, impactando nossos alunos. sem improvisar, mas utilizando atividades desencadeadoras como o desafio feito pelo prof. Oriosvaldo, que não foi uma simples tarefa, pois foi preciso mobilizarmos o que já sabíamos para obtermos um conhecimento novo. Ele denominou esta forma de aprendizagem significativa de Atividade Orientada de Ensino, que, certamente, atualizará e complementará o conteúdo curricular, colocando o educando diante de situações que envolvam a criação de novas competências, através de um acervo crescente de informações onde será possível contextualizar, integrar o velho e o novo, mobilizando o que já se sabe e buscando o que se quer: o conhecimento novo. Tudo isso, estando presente no ambiente educativo, possibilitará a formação de indivíduos competentes, humanos, reflexivos e críticos. (Comentário feito por uma professora durante o seminário do Professor Ori).
Devemos educar nossos alunos para descobrirem e questionarem o mundo.. Não podemos passar o conhecimento pronto.........só assim teremos sujeitos críticos e participativos...
Iuaip, 14 de março de 2006
Caros colegas,
Como vocês sabem, estou em Iuaip, país maravilhoso, para conhecer os avanços dos seus acadêmicos em matemática. Já participei do primeiro seminário. O nosso tema foi a descoberta de um sistema de numeração de uma comunidade chamada de Caitité. Os renomados professores Ovatsug e Oigres apresentaram as suas descobertas iniciais baseadas em escritas que parecem representar os bens de um rico senhor daquela comunidade. Os professores disseram que foi possível perceber que as quantidade de um a doze podem ser representadas da seguinte forma: <, , , <, <<, <, <, , <, , , . Descobriram também que povo caitité, embora não muito desenvolvido matematicamente, já tinha um símbolo para o zero: I
Os professores mostraram uma inscrição que apresentava a figura de um jegue seguida dos símbolos <. Supomos que quem fez esta inscrição estava querendo comunicar o valor do jegue.
No próximo seminário pretendemos descobrir a lógica do sistema de numeração dos caitités. Acreditamos que isso poderá trazer grande contribuição para entender a cultura desse povo. Estou enviando-lhes este resumo do que já presenciei porque sei o quanto vocês ficarão desafiados para encontrar uma solução geral para o problema que estamos investigando.
Peço-lhes que procurem descobrir qual o sistema de numeração dos Caitités, pois isso daria grande prestígio para a nossa academia. Se vocês conseguirem descobrir escrevam, com os nossos numerais, quanto custa o jegue e escrevam também quanto seria 23 e 203 em escrita caitité. Vocês podem mandar a resposta por e-mail.
Com esta carta, A definição de um novo conteudo esta em função da necessidade social e do desenvolvimento tecnologico que muda até a qualidade da relação entre os sujeitos envolvidos na aprendizagem. Nós, educadores, temos que construir meios de produzir e transmitir conhecimentos, interagindo, impactando nossos alunos. sem improvisar, mas utilizando atividades desencadeadoras como o desafio feito pelo prof. Oriosvaldo, que não foi uma simples tarefa, pois foi preciso mobilizarmos o que já sabíamos para obtermos um conhecimento novo. Ele denominou esta forma de aprendizagem significativa de Atividade Orientada de Ensino, que, certamente, atualizará e complementará o conteúdo curricular, colocando o educando diante de situações que envolvam a criação de novas competências, através de um acervo crescente de informações onde será possível contextualizar, integrar o velho e o novo, mobilizando o que já se sabe e buscando o que se quer: o conhecimento novo. Tudo isso, estando presente no ambiente educativo, possibilitará a formação de indivíduos competentes, humanos, reflexivos e críticos. (Comentário feito por uma professora durante o seminário do Professor Ori).
Devemos educar nossos alunos para descobrirem e questionarem o mundo.. Não podemos passar o conhecimento pronto.........só assim teremos sujeitos críticos e participativos...
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
LETRAMENTO
A questão do símbolo
A primeira coisa que os alfabetizandos precisam saber “é o que representam aqueles risquinhos pretos em uma página branca” que parecem não oferecer dificuldade a quem já incorporou a noção, e que sendo estes risquinhos no papel símbolos dos sons da fala, é “necessário entender o que é um símbolo”.
Na matemática, a representação das operações se faz sobretudo através de símbolos – números, sinais – o que torna a linguagem matemática abstrata.
Trabalhar a questão dos signos na escola seria essencial para que os alunos compreendessem que o numeral 2, por exemplo, está em lugar da quantidade b b, representa a quantidade na escrita matemática, criado através de uma convenção, a partir da necessidade social.
Antes de se iniciar o processo de alfabetização, deve-se mostrar à criança diversos símbolos: “Cor vermelha, no sinal de trânsito, simboliza a instrução Pare. A cor verde simboliza a instrução Ande. O dedo polegar voltado para cima simboliza a informação Tudo bem.” e outros símbolos de uso comum no cotidiano da criança, porque “uma criança que ainda não consiga compreender o que seja uma relação simbólica entre dois objetos não conseguirá aprender a ler.
E com a matemática acontece a mesma coisa, é necessário a noção de símbolos para apropriar-se dos conceitos matemáticos.
Postado por glaucerossi@terra.com.br
Letramento e alfabetização em Matemática
Ao entrar para a escola, a criança está inserida socialmente no mundo e convive com uma cultura própria de seu grupo de pertencimento. Muitas das competências matemáticas iniciais já estão internalizadas por ela, muito embora seja um conhecimento não-sistematizado.
O aluno utiliza a matemática no seu cotidiano e a utiliza com acertos, mas a escola não sabe valorizar o conhecimento matemático que essa criança adquiriu ao longo de sua vivência no mundo. Exemplo disso é o trato com números de telefone, de números das casas da rua onde mora, compras que fazem, jogos em que contam, adicionam, subtraem e dão resultados, eventuais coleções de figurinhas e outros jogos que fazem parte das brincadeiras no cotidiano das crianças.
A Matemática, a exemplo da Língua Materna, é uma prática social, uma ferramenta de interação com o mundo, da qual a criança se utiliza em muitos momentos de sua vida e que, portanto já está em parte construída quando ela chega à escola para ser alfabetizada. Reconhecer estes conhecimentos prévios, levando o aluno a perceber que, da mesma forma como ele fala a Língua Materna, também “fala” e usa a Matemática e o que ele vai aprender no espaço escolar já está, de certa forma, elaborado.
E este é um grande desafio para o professor alfabetizador: equacionar o conhecimento matemático cotidiano da criança ao conhecimento matemático formal do aluno, tornando a aprendizagem significativa.
É possível acrescentar conceitos matemáticos aos já construídos pelos alunos na sua relação com o mundo e as pessoas. Vários conceitos da Matemática são utilizados no dia-a-dia da criança e seria natural que a escola apropriasse destes conhecimentos para construir o conhecimento escolar, sem desprestigiar a matemática existente, resultante da prática social do aluno.
Para tanto, o professor deve estar apto a desenvolver ações que levem o seu aluno a pensar, raciocinar sobre o objeto de conhecimento, elaborar, reelaborar, analogizar, para que a sua inserção no mundo ocorra para o desenvolvimento da cidadania.
"O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir.
Cria situações-problemas."
Jean Piaget
Postado por glaucerossi@terra.com.br
RETIRADO DO SITE: http://diariodaprofaglauce.blogspot.com/
A primeira coisa que os alfabetizandos precisam saber “é o que representam aqueles risquinhos pretos em uma página branca” que parecem não oferecer dificuldade a quem já incorporou a noção, e que sendo estes risquinhos no papel símbolos dos sons da fala, é “necessário entender o que é um símbolo”.
Na matemática, a representação das operações se faz sobretudo através de símbolos – números, sinais – o que torna a linguagem matemática abstrata.
Trabalhar a questão dos signos na escola seria essencial para que os alunos compreendessem que o numeral 2, por exemplo, está em lugar da quantidade b b, representa a quantidade na escrita matemática, criado através de uma convenção, a partir da necessidade social.
Antes de se iniciar o processo de alfabetização, deve-se mostrar à criança diversos símbolos: “Cor vermelha, no sinal de trânsito, simboliza a instrução Pare. A cor verde simboliza a instrução Ande. O dedo polegar voltado para cima simboliza a informação Tudo bem.” e outros símbolos de uso comum no cotidiano da criança, porque “uma criança que ainda não consiga compreender o que seja uma relação simbólica entre dois objetos não conseguirá aprender a ler.
E com a matemática acontece a mesma coisa, é necessário a noção de símbolos para apropriar-se dos conceitos matemáticos.
Postado por glaucerossi@terra.com.br
Letramento e alfabetização em Matemática
Ao entrar para a escola, a criança está inserida socialmente no mundo e convive com uma cultura própria de seu grupo de pertencimento. Muitas das competências matemáticas iniciais já estão internalizadas por ela, muito embora seja um conhecimento não-sistematizado.
O aluno utiliza a matemática no seu cotidiano e a utiliza com acertos, mas a escola não sabe valorizar o conhecimento matemático que essa criança adquiriu ao longo de sua vivência no mundo. Exemplo disso é o trato com números de telefone, de números das casas da rua onde mora, compras que fazem, jogos em que contam, adicionam, subtraem e dão resultados, eventuais coleções de figurinhas e outros jogos que fazem parte das brincadeiras no cotidiano das crianças.
A Matemática, a exemplo da Língua Materna, é uma prática social, uma ferramenta de interação com o mundo, da qual a criança se utiliza em muitos momentos de sua vida e que, portanto já está em parte construída quando ela chega à escola para ser alfabetizada. Reconhecer estes conhecimentos prévios, levando o aluno a perceber que, da mesma forma como ele fala a Língua Materna, também “fala” e usa a Matemática e o que ele vai aprender no espaço escolar já está, de certa forma, elaborado.
E este é um grande desafio para o professor alfabetizador: equacionar o conhecimento matemático cotidiano da criança ao conhecimento matemático formal do aluno, tornando a aprendizagem significativa.
É possível acrescentar conceitos matemáticos aos já construídos pelos alunos na sua relação com o mundo e as pessoas. Vários conceitos da Matemática são utilizados no dia-a-dia da criança e seria natural que a escola apropriasse destes conhecimentos para construir o conhecimento escolar, sem desprestigiar a matemática existente, resultante da prática social do aluno.
Para tanto, o professor deve estar apto a desenvolver ações que levem o seu aluno a pensar, raciocinar sobre o objeto de conhecimento, elaborar, reelaborar, analogizar, para que a sua inserção no mundo ocorra para o desenvolvimento da cidadania.
"O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir.
Cria situações-problemas."
Jean Piaget
Postado por glaucerossi@terra.com.br
RETIRADO DO SITE: http://diariodaprofaglauce.blogspot.com/
Níveis de aquisição da escrita
As fases de aquisição da escrita, segundo Emília Ferreiro, são:
1) fase pré-silábica
2) fase silábica
3) fase silábica-alfabética
4) fase alfabética
Cada fase com suas características:
1) Fase pré – silábica
- Sabe que a escrita é uma forma de representação;
- Pode usar letras ou pseudoletras, garatujas, números;
- Não compreende que a escrita é a representação da fala;
- Organiza as letras em quantidade ( mínimo e máximo de letras para ler);
- Vai direto para o significado, sem passar para sonora;
- Variação de letras – ALSI (elefante);
- Relaciona o tamanho da palavra com o tamanho do objeto (Realismo Nominal).
2) Fase silábica
A) Sem valor sonoro:
- Ainda não faz relação com o som com a grafia.
- Usa uma letra para representar cada sílaba, sem se preocupar com o valor sonoro.
Exemplos:
BOLA __PT
CAVALO___BUP
B) Com valor sonoro:
- A escrita representa a fala;
- Percebe a relação de som com a grafia;
- Escreve uma letra para cada sílaba.
Exs.:
BOLA____OA ( valor sonoro só nas vogais )
BOLA____BL ( só usa consoantes )
3) Fase silábica-alfabética
- Apresenta a escrita algumas vezes com sílabas completas e outras incompletas;
- Alterna escrita silábica com alfabética.
Exs.:
CAVALO_____CVLU
TOMATE_____TOMT
4) Fase alfabética
- Faz a correspondência entre fonemas (som) e grafemas (letras);
- Escreve como fala.
Exs.:
CAVALO _______KAVALU
TOMATE_______ TUMATI
"... A minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qual, por trás da mão que pega o lápis, dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam, há uma criança que pensa"
(Emília Ferreiro)
retirado do site: http://diariodaprofaglauce.blogspot.com/2008/07/nveis-de-aquisio-da-escrita.html
1) fase pré-silábica
2) fase silábica
3) fase silábica-alfabética
4) fase alfabética
Cada fase com suas características:
1) Fase pré – silábica
- Sabe que a escrita é uma forma de representação;
- Pode usar letras ou pseudoletras, garatujas, números;
- Não compreende que a escrita é a representação da fala;
- Organiza as letras em quantidade ( mínimo e máximo de letras para ler);
- Vai direto para o significado, sem passar para sonora;
- Variação de letras – ALSI (elefante);
- Relaciona o tamanho da palavra com o tamanho do objeto (Realismo Nominal).
2) Fase silábica
A) Sem valor sonoro:
- Ainda não faz relação com o som com a grafia.
- Usa uma letra para representar cada sílaba, sem se preocupar com o valor sonoro.
Exemplos:
BOLA __PT
CAVALO___BUP
B) Com valor sonoro:
- A escrita representa a fala;
- Percebe a relação de som com a grafia;
- Escreve uma letra para cada sílaba.
Exs.:
BOLA____OA ( valor sonoro só nas vogais )
BOLA____BL ( só usa consoantes )
3) Fase silábica-alfabética
- Apresenta a escrita algumas vezes com sílabas completas e outras incompletas;
- Alterna escrita silábica com alfabética.
Exs.:
CAVALO_____CVLU
TOMATE_____TOMT
4) Fase alfabética
- Faz a correspondência entre fonemas (som) e grafemas (letras);
- Escreve como fala.
Exs.:
CAVALO _______KAVALU
TOMATE_______ TUMATI
"... A minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qual, por trás da mão que pega o lápis, dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam, há uma criança que pensa"
(Emília Ferreiro)
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